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EDIÇÃO MUNDOS DO TRABALHO: NOVOS CONTEXTOS, NOVAS PERSPECTIVAS - v. 11(1), março 2012 Caros leitores, É com muita satisfação que apresentamos o número temático "Mundos do Trabalho: novos contextos, novas perspectivas". O número teve como ponto de partida uma chamada para contribuições que, em alguma medida, expressassem as intensas transformações nas relações de trabalho que ocorreram nas últimas décadas, em um contexto de globalização e financeirização da economia: incluem-se aí o emprego da automação em larga escala, a flexibilização das relações de produção e a desregulamentação de direitos, mas também as reações de trabalhadores a condições que consideram injustas. Nossas expectativas foram contempladas e reunimos aqui nove artigos com diferentes temas e enfoques sobre a questão do trabalho na contemporaneidade. Os artigos versam sobre a "cultura operária" de um grupo de trabalhadores de uma fábrica recuperada; as estratégias empresariais no mundo contemporâneo; as negociações em torno de um programa de participação nos lucros e resultados; o processo de reestruturação produtiva em um banco; a reestruturação produtiva em uma empresa siderúrgica e as reações de seus empregados; o acionamento da Justiça do Trabalho como uma estratégia na defesa de direitos dos trabalhadores; as relações entre o sistema ocupacional e o educacional; as continuidades e as descontinuidades no perfil de trabalhadoras domésticas e em suas condições de trabalho; e as especificidades da atividade laboral quando desenvolvida no espaço domiciliar. Os artigos foram construídos a partir de uma variedade de fontes empíricas – survey, trabalho de campo, observação participante, entrevistas e publicações oficiais, impressas ou recolhidas na internet – e com perfis sociológicos / antropológicos diversos. As contribuições vieram de pesquisadores vinculados a diferentes universidades no Brasil e também da Argentina. Pela primeira vez, publicamos dois artigos em castelhano. Apresentamos ainda a resenha do livro "Trabalhadores dos anos 2000: o sentido da ação coletiva na fábrica de nova geração", de Maria Aparecida Bridi e, dando continuidade à iniciativa dos últimos números, também uma tradução de artigo pertinente à temática geral da edição. "Das disputas comuns à violência política: a análise das controvérsias e a sociologia dos conflitos" constitui uma abordagem pragmatista da ação coletiva e uma contribuição valiosa para quem se aventura no tema. Aproveitamos para agradecer ao professor Francis Chateauraynaud, que gentilmente autorizou a tradução de seu artigo, e a Marcos de Aquino Santos e Rubens Damasceno Morais, que o traduziram para o português. Boa Leitura! José Luiz Soares --
Carina Balladares
apresenta uma abordagem etnográfica sobre a "cultura fabril" de um grupo de trabalhadores que tomaram, recuperaram e gerenciam uma fábrica na Argentina.
Guilherme Elias da Silva & Francisco Hashimoto
realizam um diálogo entre sociologia e psicologia ao abordar as relações de trabalho em organizações empresariais contemporâneas e algumas patologias que têm origem nelas.
Iuri Roberto Sacramento Ramos
analisa o processo recente de reestruturação produtiva desenvolvido pelo Banco do Brasil, quando foram implementados alguns dos referenciais do "modelo japonês" de gestão e organização do trabalho, como é o caso do Programa de Qualidade Total.
Ivan Alemão e Márcia Regina Barroso
analisam o teletrabalho realizado em residência como uma forma específica de atividade laboral, revalorizando o espaço domiciliar como um local de trabalho.
Luisa Barbosa Pereira
reflete sobre a atuação recente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro ao recorrer aos aparelhos do Estado ligados à Justiça como forma de defender direitos trabalhistas..
Maria Angela Gemaque Álvaro
acompanha estatísticas produzidas pela Pnad-IBGE, focalizando persistências e mudanças no perfil das trabalhadoras domésticas da Região Metropolitana de Belém.
Marina de Carvalho Cordeiro
traça um panorama do processo de escolarização da mão-de-obra fabril na região Sul Fluminense e problematiza a dinâmica entre o sistema ocupacional e o educacional.
Nuria Inés Giniger apresenta um estudo de caso sobre a reestruturação produtiva em uma empresa siderúrgica argentina e as reações de seus empregados.
Tadeu Gomes Teixeira analisa o programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e a percepção dos trabalhadores acerca das negociações da mesma.
[EDIÇÃO COMPLETA ENFOQUES V11/1/2012]
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